Monday, February 20, 2012

Sambinha dos Cariocas no Carnaval 2012 - alguns, só uns poucos, pouquíssimos...

Iaiá

Minha índia não sabe o que eu sei

Em quanta sujeira na rua tropecei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.


Iaiá

Minha cunhada não sabe o que eu sei

Quanta fumaça de cigarro na cara dos outros eu joguei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.


Iaiá

Minha preta não sabe o que eu sei

O quanto bebi, o quanto esbarrei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.


Iaiá

Minha avó não sabe o que eu sei

Quantas brigas desnecessárias arrumei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.


Iaiá

Minha loira não sabe o que eu sei

Quanto energético e vodka entornei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.



Iaiá

Minha mãe não sabe o que eu sei

Quantos turistas com prostitutas encontrei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.



Iaiá

Minha morena não sabe o que eu sei

Quanto xixi vi nas paredes onde andei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.



Iaiá

Minha prima não sabe o que eu sei

De quantos motoristas bêbados escapei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.



Iaiá

Minha ruiva não sabe o que eu sei

Quantas encoxadas eu dei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.



Iaiá

Minha irmã não sabe o que eu sei

Quantos pivetes me assaltaram eu nem sei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.


Iaiá

Minha mulata não sabe o que eu sei

Quantas mulheres desconhecidas eu beijei

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar

Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.

Thursday, October 06, 2011

Terminando

Ano terminando.
Muitas mudanças, muitos eventos, muitas conquistas e avanços.
Porém, as coisas ainda parecem meio sem sentido. Sinto falta de companhia humana.
Colegas são gente, alunos são gente, dona Rosangela é gente, mas não é a isso que me refiro.
Queria companhia minha, de alguém que queira estar comigo. Contudo, descobri que não sou tão boa companhia quanto pensei que era.
Frio no dia-a-dia, distante em vários momentos, cruel às vezes.
O tempo corre... contra mim. Será que ainda devo ter esperanças?
Esperança de esperança:
http://www.youtube.com/watch?v=eAWvNPr6r7k&feature=related

Monday, June 06, 2011

12 meses depois...



Há um ano atrás eu sofria o acidente de carro no qual meu braço direito foi quebrado.
Lembro-me de tudo claramente. Em nenhum momento achei que ia morrer, mas pensei: "que merda, vai bater." Na mesma hora senti meu corpo ir pra frente e meu braço cair.
Começou um longo processo... Internação, raio-x, mesa de cirurgia, quarto, alta.
Um mês na casa de Laísa com o braço engessado, com a possibilidade de ainda ser operado. Ela foi uma heroína, suporto meu medo, minha tristeza, meu choro, minha cara de emburrado. Não fez mais e melhor porque não sabia como fazer mais e nem como fazer melhor, fez o máximo que podia.
Esse acidente mudou algo dentro de mim. Tornou-me mais mortal. Senti ali o peso da minha mortalidade, bem como senti que meu corpo nunca mais seria o mesmo. Esse braço sempre me assombra como uma entidade própria, que tem caracteristicas diferentes do outro e do resto.
Tornei-me mais disperso depois do acidente, mais temeroso, mais audacioso também. Uma mistura de características fundidas a partir de uma batida de carro.

Queria poder voltar a ser quem eu era antes.

Sunday, May 08, 2011

L'amour En Fuite

"L'amour En Fuite" estava passando agora na televisão, no Futura.

video

De repente me vi totalmente no Antoine Doinel. Sempre gostei do personagem, mas nunca me vi como ele.
Doeu um pouco pela imaturidade dele, pela sua insegurança e pela incompletude da sua vida.
O interessante é que as "ex" dele aparecem no filme e o ajudam. Apesar de não estarem mais com ele, elas ainda gostam dele e lhe querem bem.
A saga Doinel termina com ele aos 35, eu estou com 40. Aos 36 eu mostrei esse filme para a pessoa que pensei que seria minha para sempre.
Um ano depois, mostrei para outra que também pensei que me acompanharia pelo resto da minha vida.
No ano passado, acabei não tendo oportunidade de mostrá-lo para aquela uque eu tinha certeza que estaria comigo até o fim.
Será que "o amor está sempre em fuga" ou serei eu...
O que fazer?

Saturday, February 26, 2011

Lado Sombrio

O lado sombrio.

Parece Star Wars, mas não é. O lado sombrio é meu. É, eu tenho, embora ele não lance raios, nem mova coisas.

Mas ele está aqui, geralmente contido. Mas às vezes ele foge ao controle.

Raiva, angústia, insegurança, ansiedade, egoísmo, etc. tanta coisa tem nesse lado sombrio...



Cheguei a pensar em curtir a vida sem me preocupar com limites, ousar, ir além. Não me sinto bem com isso. Quero meu porto seguro, minha casa no campo, minha janela com a paisagem do dia-a-dia, como quando eu e meu pai às vezes ficávamos na varanda olhando as modas, como diziam minhas tias...



Não sou um bad boy, embora ele esteja aqui, ansioso por sair, porém, como viver sem limites, se existe o remorso? Não dá. O lado sombrio deve repousar, submergir.



Às vezes, esse lado sombrio toma outras formas: solidão, melancolia, tristeza... Quando estou bem, namorando alguém de quem gosto e com quem sou feliz, esses sentimentos diminuem - Paula Prata me disse que gosta de mim namorando, que estou mais luminoso, mais cheio de vida... Ela tem razão.



Estranho.



Quando estou trabalhando, saio mais, faço mais coisas.

Quando estou namorando, saio mais, faço mais coisas.


Preciso de motivos e obrigações para sair e fazer...

Devo tentar mudar isso, tornar-me mais ativo, dinâmico...

Mas como?

É tão difícil... Por vezes, me sinto TÃO cansado...

Friday, December 31, 2010

Sonhos


Acabei de sonhar com meu pai. Nada demais. Eu chegava em casa, em Olaria, e o via saindo. Eu ficava escondido para ver o que ia fazer, para onde ia.
De repente, ele para. Parece olhar em minha direção. Escondo-me. Percebo que está olhando para sua nova companheira (nova mesmo, morena bonita, cerca de 40 anos, com roupa de academia), que está a alguns passos de mim - acho que ele não me viu, já que estou atrás de uma kombi.
Olho novamente para ele, ele conversa com uma jovem que, acho eu, é filha da companheira dele.
O sonho termina, ou melhor dizendo, eu acordo, comigo abrindo a porta de minha antiga casa - ainda carrego algum remorso por tê-la vendido - e a companheira dele vindo conversar comigo, um tanto assustada, com medo de mim.
Tantos significados.
Pode ser mais uma rememoração do caráter mulherengo de meu pai, de como ele já arrumara nova companheira - tenho a vaga impressão de que a mulher já apareceu antes em algum outro sonho com ele... talvez seja um deja vu.
Também pode ser uma tentativa de dar um final feliz para ele. Com uma família que ele ama, da forma como ele gostaria: uma mulher bonita, uma filha com quem possa exercer seu lado paternal (comigo sempre teve um certo mau-jeito, uma certa competição, um "não sei o que estou fazendo", que ele não demonstrava com as filhas de suas namoradas).
Pra mim, o sonho foi algo mais simples, uma oportunidade de rever meu pai vivo, movendo-se - isso reavivou a memória que tenho dele (não tenho vídeos, só fotos dele...).

Meu pai.

Sinto falta de ti, meu pai. Estaria orgulhoso de mim agora, com certeza, contaria que sou professor do CEFET, que já viajei pra Buenos Aires, que namoro uma moça de 22 anos - tudo isso valeria mais do que o doutorado que tenho, que o artigo que publiquei, etc.

Saudades de ti meu pai...

Que bom começar o ano te revendo, vivo! 2011 talvez será um bom ano...

Friday, May 28, 2010

Por que chorei...

Na formatura de meus alunos de Ensino Médio no CEFET, eu chorei, como há muito tempo não chorava.
Chorei porque iam embora, porque gostava muito de muitos deles (inclusive não havia ali nenhum que eu desgostasse). A vida de professor tem um lado gratificante, mas também cruel. Você convive alguns anos com algumas pessoas; as vê crescer, amadurecer; quando se acostuma com elas, quando se dá bem com elas, quando gosta delas...

se vão.

Estranho, porque no ano seguinte, você conhece novas pessoas, se acostuma, se adapta, gosta e...

elas se vão.

Quando comecei a dar aula, no Supletivo, eu tinha 27 anos e meus alunos 15/30/5o. No município, em 2001, eles tinham 13/14 e eu 30 anos. Hoje, meus alunos continuam estando na faixa dos 15, mas estou com quase 40.

Quase quarenta.

O tempo passa e me pergunto: como será envelhecer no meio de jovens?
Medo (hoje eles falam assim, sem pronome e nem verbo)

Espero encontrar a resposta no viço, no vigor, no estímulo, na juventude de meus alunos. Alunos como Hanna, Jéssicas, Débora, aquelas que manifestaram grande simpatia por mim - simpatia compreensiva, fiquei feliz por ver que mesmo sendo difícil, fui compreendido - bem como também agradeço o carinho silencioso, a atenção sincera, o silêncio forçado, o sono incontido, a conversa desregulada de todos os outros. Gostando ou não, o que fizemos em sala de aula, fizemos juntos e lembraremos sempre.

Foi muito boa essa jornada com vocês, geração 2007, começamos um período juntos. Vocês terminaram sua jornada cefetiana, a minha mal começou... Já sinto saudades...